Com o passar dos anos, à medida que as demandas mercadológicas mudam, a gestão empresarial tradicional — antes eficiente e amplamente aplicável nas empresas — vem-se tornando uma verdadeira barreira ao crescimento empresarial. Como resposta, cada dia mais, a liderança compartilhada tem chamado a atenção de diretores e gestores.

Isso se deve ao fato de que aquela imagem de líderes sempre ocupados e encarregados por uma quantidade avassaladora de responsabilidades, agora, perde força para um novo formato de liderança que, ao contrário do mencionado, não é representado por apenas um ou alguns colaboradores, mas sim por toda a companhia.

Interessado em conhecer mais sobre a liderança compartilhada, quais seus impactos nas empresas e como é possível implementá-la? Então, continue conosco neste post!

O que é a liderança compartilhada?

As pesquisas não mentem: 86% das companhias entrevistadas pela Lancaster University Management School, na Inglaterra, consideram implantar, futuramente, o modelo de gestão de liderança compartilhada em suas culturas organizacionais — o que corrobora sua importância, já reconhecida, no mercado global.

Em linhas gerais, a liderança compartilhada pode ser definida como a desconcentração das responsabilidades de alto nível decisório e fiscalizatório até então direcionadas somente a um pequeno grupo de colaboradores dentro das empresas.

A finalidade dessa nova organização de pessoas é garantir que absolutamente todos os funcionários, independentemente de seu cargo ou atribuição, estejam aptos a coordenar e gerir seus próprios trabalhos — sem a necessidade de um supervisor controlando cada etapa do processo produtivo.

Quais são seus impactos nas empresas?

Quando a liderança compartilhada é adequadamente empregada na cultura organizacional das companhias, diretores conseguem notar uma variação positiva nos índices de desempenho e de rentabilidade dos seus negócios em pouco tempo.

Afinal, desde que, sistematicamente, a fiscalização seja reduzida e uma maior autonomia na execução dos trabalhos de rotina seja concedida, seus colaboradores tornam-se mais satisfeitos e engajados no desempenho de suas posições.

Assim, não há dúvidas de que o engajamento e o senso de responsabilidade das equipes alcançam níveis mais apurados e eficientes para a obtenção de melhores resultados produtivos e rentáveis nos negócios.

Como implementá-la para uma gestão mais eficiente?

Pode ser que, em um primeiro momento, a liderança compartilhada pareça um pouco teórica demais, não é mesmo? Mas logo você perceberá que ela é bastante prática. Como dito, esse compartilhamento de poderes amplia o campo de visão de seus colaboradores, na medida em que é capaz de engajá-los a vestir a camisa da empresa.

Para isso, a sua correta implantação exige certos cuidados diários e deve ser feita de modo gradual, visto que ela diz respeito à própria cultura organizacional do negócio a ser remodelada. Desse modo, o primeiro passo a ser dado para essa mudança é estabelecer uma linha de comunicação sempre transparente e direta entre seus colaboradores, a fim de que seja mantida uma dinâmica mais saudável e eficiente no dia a dia deles.

Além disso, é importante evitar surpresas aos funcionários por meio de comunicações prévias, com um prazo razoável de antecedência. Assim, à medida que a liderança compartilhada for paulatinamente implementada, eles estarão preparados para essa nova sincronização corporativa.

Contudo, para que isso dê certo, os colaboradores também precisam apresentar boa capacitação técnica, maturidade e elevado controle emocional. Nesse sentido, há diversas formas de garantir esse preparo, sendo os treinamentos (workshops) os meios mais rápidos e seguros adotados pelas empresas.

Gradativamente, o formato de liderança tradicional vem perdendo seu lugar nas companhias para a denominada liderança compartilhada. Afinal, diante de um número excessivo de demandas diárias nas empresas e devido à importância do engajamento de equipes para a entrega de bons resultados, a descentralização de poder, quando adequadamente aplicada, tem demonstrado ser bastante eficaz no cenário empresarial atual.

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